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Doenças “da moda”

Seguem algumas informações e dicas sobre três doenças que estamos ouvindo falar a todo instante na mídia:

Dengue

Doença: Dentre as três, é a mais conhecida e presente no Brasil. O país vive hoje uma epidemia da doença com 367,8 casos para cada 100 mil habitantes registrados até o dia 18 de abril.

Transmissão: O vírus da dengue é transmitido pela picada do mosquito aedes aegypti.

Sintomas: Febre alta (geralmente dura de 2 a 7 dias), dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Nos casos graves, o doente também pode ter sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal, vômitos persistentes, sonolência, irritabilidade, hipotensão e tontura. Em casos extremos, a dengue pode matar – até 18 de abril foram registrados 229 óbitos.

Tratamento: A pessoa com sintomas da dengue deve procurar atendimento médico. As recomendações são ficar de repouso e ingerir bastante líquido. Não existem remédios contra a dengue. Caso apareçam os sintomas da versão mais grave da doença, é importante procurar um médico novamente.

Chikungunya

Doença: Até 18 de abril deste ano, foram registrados 1.688 casos de chikungunya. Os primeiros casos “nativos” da doença no Brasil apareceram em setembro do ano passado em Oiapoque, no Amapá. Antes disso, já haviam sido detectados casos de pessoas que contraíram a virose fora do país. A origem do chikungunya é africana e significa “aqueles que se dobram”. É uma referência à postura dos doentes, que andam curvados por sentirem dores fortes nas articulações.

Transmissão: É transmitido pelos mosquitos aedes aegypti (presente em áreas urbanas) e aedes albopictus (presente em áreas rurais).

Sintomas: O principal sintoma é a dor nas articulações de pés e mãos, que é mais intensa do que nos quadros de dengue. Além disso, também são sintomas febre repentina acima de 39 graus, dor de cabeça, dor nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas. Segundo o Ministério da Saúde, as mortes são raras.

Tratamento: Como no caso da dengue, não há tratamento específico. É preciso ficar de repouso e consumir bastante líquido. Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia.

Zika

Doença: A doença pode ter sido detectada na Bahia, mas ainda não está confirmada. A suspeita é de que ela tenha sido trazida para o Brasil durante a Copa do Mundo.

Transmissão: Mais uma vez, o aedes aegypti é o vilão da história. Mas o vírus também é transmitido pelo aedes albopictus e outros tipos de aedes.

Sintomas: O vírus não é tão forte quanto o da dengue ou da chikungunya e os pacientes apresentam um quadro alérgico. Os sintomas, porém, são parecidos com os das doenças “primas”: febre, dores e manchas no corpo. Quem é infectado pelo zika também pode apresentar diarreia e sinais de conjuntivite.

Tratamento: Assim como nas outras viroses, o tratamento consiste em repouso, ingestão de líquidos e remédios que aliviem os sintomas e que não contenham AAS.

Sensibilidade à Dor

Se você é uma pessoa muito sensível à dor, ai vão algumas dicas para tentar ajudar em momentos difíceis:

– Dê risada! A terapia do riso funciona mesmo, pois dar risadas e se divertir causam uma boa liberação de endorfina. Então quando você estiver com dor, tente pensar em algo engraçado e você vai ver que sua tolerância vai aumentar

– Tente relaxar. Quando estiver com dor, tente se acalmar, respirar bem devagar, imaginar situações ou lugares que o acalmem. Há uma técnica de respiração para relaxar, é chamada de 8-8-8, ou seja, conte até 8 inspirando, depois até 8 expirando o ar e repita isto 8 vezes. Isto vai fazer com que o oxigênio circule melhor pelo seu corpo e seus músculos relaxem.

– Informe-se! Se vai passar por algum procedimento que vai causar dor, leia a respeito, entenda o que vai ser feito com seu corpo e os benefícios do tratamento aplicado. Com isso você vai diminuir seu nível de ansiedade e consequentemente, relaxar.

– Tenha paciência! Seu corpo precisa de tempo para se curar. Pense que você está com dor, mas a dor é temporária e tudo vai dar certo.

Xarope Caseiro

Receita rápida de xarope caseiro contra tosse (pra não ficar toda hora tomando remédio):

Bata no liquidificador 1 maço de agrião fresco e a este suco acrescentar a mesma quantidade de mel. Misture em fogo baixo até engrossar. Tome 1 colher desse xarope 3 a 4 vezes ao dia.

Outra alternativa:

Passe 4 cenouras na centrífuga e junte 1 xícara de mel. Misture em fogo baixo até engrossar. Tome 1 colher desse xarope 3 a 4 vezes ao dia.

Comunicação com Portador de Alzheimer

Algumas dicas para ajudar a melhorar a comunicação com um portador da doença de Alzheimer:

– falar sempre de frente para a pessoa, pausadamente e articulando bem as palavras, em um ambiente silencioso e com boa iluminação, para que o paciente veja seu rosto;

– utilizar frases curtas e objetivas, ou seja, de fácil compreensão. Utilize um vocabulário direto, evitando expressões e eufemismos que podem apenas confundir a pessoa. Além disso, faça apenas uma pergunta ou solicitação de cada vez;

– usar gestos indicativos e representativos para completar a mensagem. Lembre-se que a perda de memória pode afetar a comunicação verbal, que a pessoa pode ter dificuldade em expressar os seus pensamentos ou formular frases completas e coerentes;

– falar em tom normal, sem gritar;

– ao final, repetir a mensagem para compensar o déficit e facilitar a fixação do conteúdo e mudar a forma de falar se não for compreendido;

– dar tempo para que a pessoa tente se expressar, seja oralmente, por meio da escrita ou de gestos, e pedir para que repita, se necessário. Quem vive com a perda de memória necessita de tempo para responder àquilo que lhe foi perguntado ou pedido;

– A perda de memória não significa a perda de emoção, por isso, mime a pessoa com carinhos especiais. O esquecimento e a dificuldade em comunicar pode frustrar, levando à depressão e ao isolamento, o que significa que precisa, mais do que nunca, do sentimento de pertença e de segurança. Faça-lhe companhia numa das suas atividades preferidas, segure-lhe na mão, faça-lhe uma carícia no rosto ou dê-lhe um abraço forte – são gestos tão ou mais poderosos do que as palavras.